domingo, 13 de julho de 2014

Estabelecer relações com o AEE e as ideias propostas pelo autor

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Faculdade de Educação
Departamento de Estudos Especializados
Curso de Especialização em Formação Continuada para Professores para o Atendimento Educacional Especializado – AEE


Estabelecer relações com o AEE e as ideias propostas pelo autor

Recentemente, ouvi uma pessoa falando de Nick Vujicic, um australiano que nasceu com a síndrome tetra-amelia (caracterizada pela falta dos membros). A pessoa utilizou seu exemplo para ressaltá um ponto de sua aula, nada de mais, se não fosse à maneira piedosa com que ela se referia a ele. O único aspecto que ela conseguiu ver nele foi à deficiência. Esse episódio me fez refletir sobre o modo com que vemos as pessoas.  Nick, por exemplo, fundou uma ONG com 16 anos, fez faculdade, dá palestras motivadoras no mundo inteiro, é casado, surfa... coisas que a pessoa desconhecia sua personalidade.
CALVINO afirma que devemos acabar com os modelos. Segundo ele “melhor é que a mente permaneça desembaraçada, mobiliada apenas com a memória de fragmentos de experiências e de princípios subentendidos e não demonstráveis”. Da mesma maneira o trabalho desenvolvido no AEE deve ser livre de modelos pré-estabelecidos pela cultura. Devemos antes de tudo, ver o individuo singular. E possibilitá o desenvolvimento de seu potencial e habilidades para que realize de maneira autônoma e constante as atividades da vida diária e escolares. O que envolve muito mais do que apenas o conviveu dele com os seus pares. Necessitamos nos envolver e respeitar as particularidades humanas.

quinta-feira, 13 de março de 2014

EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Faculdade de Educação
Departamento de Estudos Especializados
Curso de Especialização em Formação Continuada para Professores para o Atendimento Educacional Especializado – AEE

Turma: AEE2013 T07a MT Cuiabá
Cursista: Francinalda Pereira da silva
Tutora: Zenaide Trindade
Módulo: AEE_PS

EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ

Historicamente a educação escolar de alunos com surdez vem sendo discutida entre os gestualista e os oralistas, desprezando na maioria das vezes a linguagem e cognição desses indivíduos dotados de direitos e vontades. Porém, na perspectiva da educação inclusiva, o Atendimento Educacional Especializado abrangem três momentos didático-pedagógicos diferentes que são: AEE em Libras, AEE de Libras e AEE de Língua Portuguesa.
Compreendendo-se que o AEE em Libras é realizado todos os dias, sendo trabalhado de ser desenvolvido preferencialmente por um professor surdo para que perceba as sutilezas próprias à Língua de Sinais, como expressão facial, movimentos corporais, uso do espaço e dessa maneira enriqueça, ampliem e favoreçam a aquisição de conhecimentos curriculares.
No AEE para o ensino de Libras as aulas devem favorecer a aprendizagem de termos científicos trabalhados na sala de aula regular e deve ser realizado pelo professor e/ ou instrutor de Libras de preferência surdo.
Já no AEE para o ensino da Língua Portuguesa o trabalho realizado visa o ensino da língua portuguesa, devendo ser todos os dias, no contra turno do ensino regular, prioritariamente por professores de Língua Portuguesa.  De acordo com DAMÁSIO (2010):

A atenção deve estar centrada, primeiramente, no potencial natural que esses seres humanos têm, independente de deficiência, diferença, limites ou mesmo do marcador surdo. Nessas pessoas, se lhes forem criados ambientes propícios para desenvolverem o seu potencial, as marcas do déficit, da falta, da falha e da deficiência serão secundarizadas e será exaltado o seu potencial humano. Em segundo lugar, o foco deve ser a transformação da escola e das suas práticas pedagógicas excludentes em inclusivas, pois compreendemos o homem como um ser dialógico, transformacional, inconcluso, reflexivo, síntese de múltiplas determinações num conjunto de relações sociais, com capacidade de idealizar e de criar.

Logo, no ambiente escolar deve-se utilizar procedimentos e recursos que favoreçam a aprendizagem e o desenvolvimento do aluno com surdez para que supere suas dificuldades participando das aulas com autonomia, utilizando  informações provenientes de fontes diversas, produzindo textos de acordo com o propósito e o gênero solicitado, além de, discutir com os colegas textos lidos, entre outros. Ao proporcionar um espaço acolhedor, dinâmico e rico para que a pessoa com surdez possam superar os obstáculos existentes hoje em dia, possibilitamos que desenvolvam suas habilidades e potencial.


Referencia Bibliográfica


ALVES, Carla Barbosa; DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo; FERREIRA, Josimário de Paulo.  Coletânea: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: Educação Escolar de Pessoas com Surdez. Brasília, fascículo 04, MEC/SEE/UFC, 2010. p. 09-21.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

ATIVIDADES PARA DI

As atividades lúdicas são um dos principais meios de expressão que possibilita a aprendizagem sobre as pessoas e o mundo de forma prazerosa e ativa. 
Segui abaixo algumas atividades desenvolvidas na SRM com alunos com DI.

JOGO CARA A CARA: O objetivo do jogo é através de perguntas e raciocínio lógico, descobrir o personagem do seu adversário.


 

JOGOS DA MEMÓRIA 

Objetivo: identificar figuras iguais; desenvolver a localização espacial; quantificar as cartas tanto por meio da contagem como da comparação do tamanho dos montes. 

JOGO DA MEMÓRIA DO ALFABETO 


JOGO DA MEMÓRIA DAS FRUTAS
 

 

JOGO DA MEMÓRIA AUDITIVA 
Objetivo: identificar sons e elementos iguais.


JOGO SIMBÓLICO
Jogo simbólico ou jogo do faz de conta: caracteriza-se por recriar a realidade usando sistemas simbólicos, visa estimular a imaginação e a fantasia, favorecer a interpretação e ressignificação do mundo real. Também, favorece a interação com o outro, além de, possibilitar a livre expressão das emoções. 

 

FUTEBOL DE BOTÃO
Objetivo: noções de espaço e lateralidade.

 


FORMAS GEOMÉTRICAS 
Objetivo: facilitar a aquisição dos conceitos das formas geométricas


portanto, o trabalho com jogos possibilita que o aluno participe ativamente nas interações sociais, relações e práticas cotidianas que vivencia, na construção de sua identidade pessoal e coletiva e produz cultura.

sábado, 21 de setembro de 2013

TECNOLOGIA ASSISTIVA


“Para as pessoas sem deficiência, a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis.” (RADABAUGH, 1993)

Li, recentemente uma reportagem intitulada "Como Stephen Hawking consegue falar?" Para quem não o conhece Stephen Hawking é um físico britânico de 69 anos, que depois de adulto foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, a doença afetou a fala (inicialmente, falava com dificuldade), após, traqueostomia, devido, uma pneumonia a perda da fala foi total, também afetou os movimentos, porém, de acordo com VIEIRA, (2011) ele depois disso:

“ajudou a entender a origem do universo, o papel dos buracos negros e, de quebra, escreveu as 262 páginas do maior best-seller da ciência para leigos: Uma Breve História do Tempo. E fez isso sem conseguir mover o corpo. (...) ele também, ocupou a cadeira de Isaac Newton na Universidade de Cambridge até 2009 comunicando-se apenas com um botão.”

E como ele faz tudo isso? Graças à tecnologia que permitir que pessoas, aparentemente, sem oportunidade ou perspectiva nenhuma de contribuir na sociedade, mesmo com limitações podem produzir e realizar feitos simples como: se comunicar, estudar, pesquisar, como bem disse VIEIRA, (2011) “acender luzes, abrir portas e usar TV, DVD e aparelho de som” com    um simplesmente toque, olhar ou falar em um aparelho celular ou computador.
O avanço tecnológico tem contribuído para o desenvolvimento de materiais que mais do que auxiliar, eles muitas vezes são vitais para que muitas pessoas com deficiência consigam viver com dignidade e desenvolvam toda a sua potencialidade.
De acordo, com BERSCH, (2008 apud CORDE – ATA VII) a tecnologia assistiva pode ser conceituada da seguinte maneira:

Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. (CORDE – Comitê de Ajudas Técnicas – ATA VII)

Com esses recursos de inclusão escolar do aluno AEE torna-se real, visto que, a TA instrumentaliza o professor para “apoiar a escola e os profissionais da educação para viabilizar e melhorar sua pratica de profissional.” (MEC, 2006). Assim sendo, o educador tem em mãos instrumentos que permitem o desenvolvimento de estratégias para atingir determinadas habilidades e potencializar outras no educando. Como bem disse BERSCH (2008):

Tecnologia Assistiva – TA é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover vida independente e inclusão. (grifo meu)
Num sentido amplo percebemos que a evolução tecnológica caminha na direção de tornar a vida mais fácil. Sem nos apercebermos utilizamos constantemente ferramentas que foram especialmente desenvolvidas para favorecer e simplificar as atividades do cotidiano, como os talheres, canetas, computadores, controle remoto, automóveis, telefones celulares, relógio, enfim, uma interminável lista de recursos, que já estão assimilados à nossa rotina e, num senso geral, “são instrumentos que facilitam nosso desempenho em funções pretendidas”.

Logo, podemos classifica-las segundo BERSCH (2008) em 11 categorias, sendo elas: Auxílios para a vida diária e vida prática; CAA - Comunicação Aumentativa e Alternativa; Recursos de acessibilidade ao computador; Sistemas de controle de ambiente; Projetos arquitetônicos para acessibilidade; Órteses e próteses; Adequação Postural; Auxílios de mobilidade; Auxílios para cegos ou para pessoas com visão subnormal; Auxílios para pessoas com surdez ou com déficit auditivo e Adaptações em veículos.
Por fim, podemos dizer a TA são fundamentais para o desenvolvimento de situações de ensino que favorecem a aprendizagem.  Porque a aprendizagem se dá, por meio, da relação o estudante estabelece com o objeto. E o que antecede é o que possibilita a evolução dos seus esquemas. Por isso, o educador precisa considerar os conhecimentos que o aluno já construiu para que se tenha mais eficiência na construção de um novo conhecimento/aprendizado.