segunda-feira, 5 de agosto de 2013

AEE_Fechamento

AEE 2013
Cursista: Francinalda Pereira
Tutora: Marileth
Poló: Cuiabá, MT

Estamos condenados à civilização. Ou progredimos ou desaparecemos.”
Euclides da Cunha

Ouvir uma professora dizer as seguintes palavras essa semana - “acho que os alunos com deficiência deveriam está em uma escola especializada como a APAE” – continuou, “já é bem difícil lidar com os alunos ‘normais’. O governo faz as leis e nós é que temos que dá conta”. Fiquei meditando sobre essas palavras por um bom tempo. E cheguei à conclusão que BIANCHETTI; FREIRE (1998) tem razão quando afirmam que:

O mero direito jurídico não produz o novo sujeito político, não materializa formas organizativas, não expressa necessidades nem institucionaliza bandeiras de luta e de resistência. O direito, como postulado formal, equivale ao idealismo, segundo o qual a consciência tem a supremacia sobre o movimento concreto do real – a ciência torna-se absoluta e a cidadania não supera seu limite abstrato.

Poder contribuir com a formação e desenvolvimento de seres humanos dotados de direitos é um privilegio que poucos têm. Ser professor(a) AEE é ser capaz de ter um olhar diferenciado sobre a realidade e potencialidade de cada aluno. E intervir nessa realidade com suportes técnicos e pedagógicos que podem favorecer a aprendizagem. Tendo por parâmetro as atribuições do(a) professor(a) de AEE que são:

·         Elaboração, execução e avaliação do plano de AEE do aluno;
·         Definição do cronograma e das atividades do atendimento do aluno;
·         Organização de estratégias pedagógicas e identificação e produção de recursos acessíveis;
·         Ensino e desenvolvimento das atividades próprias do AEE, tais como: Libras, Braille, orientação e mobilidade, Língua Portuguesa para alunos surdos; informática acessível; Comunicação Alternativa e Aumentativa - CAA, atividades de desenvolvimento das habilidades mentais superiores e atividades de enriquecimento curricular;
·         Acompanhamento da funcionalidade e usabilidade dos recursos de tecnologia assistiva na sala de aula comum e ambientes escolares;
·         Articulação com os professores das classes comuns, nas diferentes etapas e modalidades de ensino;
·         Orientação aos professores do ensino regular e às famílias sobre os recursos utilizados pelo aluno;
·         Interface com as áreas da saúde, assistência, trabalho e outras. (MEC/SEE, 2010. Manual de Orientação: Programa de Implantação de Sala de Recursos Multifuncionais).

E nessa perspectiva o estudo de caso é fundamental, pois, possibilita ao(a) professor(a) AEE, professor(a) de sala, equipe gestora, familiares, enfim, toda comunidade escolar conhecer, intervir, orientar, ensinar, aprender e incluir os(as) alunos(as) que são público alvo da AEE/SRM. Sendo, portanto, essencial para que o(a) professor(a) desenvolva estratégias que auxiliam no desenvolvimento e aprendizagem do aluno e a ampliação de suas potencialidades.
Após, analise e reflexão do estudo de caso, é chegada o momento de elaboração do plano AEE onde efetivamente são feitas intervenções para auxiliar no processo de transformação dos esquemas cognitivos do(a) aluno(a). Visando o desenvolvimento de competências necessárias para que o(a) aluno(a) consiga ter autonomia, segurança e autoestima onde o céu é o limite.   


7 comentários:

  1. Francinalda, infelizmente o preconceito esta dentro de cada pessoa, e nem os educadores escapam de um sentimento tão mediocre e pequeno. Graças a Deus ainda existem pessoas com um perfil adequado para trabalhar com este publico, destacando suas habilidades e não suas limitações.
    Adorei seu texto
    Parabens!!
    Cláudia

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    1. Boa noite Claudia,
      Obrigada pela gentileza. Infelizmente é verdade, mas, o futuro é promissor. Como bem diria o Barão de Itararé "Não é triste mudar de idéias, triste é não ter idéias para mudar."
      Abçs

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  2. Francinalda, suas colocações, postagens são contribuições valorosa para nosso trabalho (pratica)e , também para um entendimento maior nas discussões no nossos encontros presenciais.
    parabéns.
    Waldete

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    1. Boa Noite Waldete,
      Obrigada por tuas palavras gentis, sempre acho que estou extrapolando os limites. É bom saber que alguém ouve e aprecia. Esse assunto me afeta de maneira especial, sobretudo por vivenciá-lo tão de perto, eu acho.
      Abçs

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  3. Francinalda, realmente quando a gente escuta que aluno com deficiência tem que estar em uma escola especializada, isso é triste de ouvir e também mentalidade errônea de quem não entende do assunto e preconceito. Mas a inclusão é ainda um assunto novo, mas acredito que aos poucos teremos muitos avanços e todos os alunos com deficiência poderão ter acesso a educação. Parabéns pela sua reflexão, ficou bem detalhada.

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    1. Boa Noite Suely,
      Obrigada pelo comentário. A inclusão de pessoas com necessidades especiais em nossas escolas está longe de ser a ideal para essa geração e talvez ainda leve algumas gerações para que isso ocorra. Mas, como não ter esperança, diante de tantos avanços tecnológicos, científicos, sociais, educacionais, só falta o bicho homem evoluir. E quando isso acontecer, as pessoas irão vale pelos simples fato de serem HUMANAS.
      Abçs

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