sábado, 21 de setembro de 2013

TECNOLOGIA ASSISTIVA


“Para as pessoas sem deficiência, a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis.” (RADABAUGH, 1993)

Li, recentemente uma reportagem intitulada "Como Stephen Hawking consegue falar?" Para quem não o conhece Stephen Hawking é um físico britânico de 69 anos, que depois de adulto foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, a doença afetou a fala (inicialmente, falava com dificuldade), após, traqueostomia, devido, uma pneumonia a perda da fala foi total, também afetou os movimentos, porém, de acordo com VIEIRA, (2011) ele depois disso:

“ajudou a entender a origem do universo, o papel dos buracos negros e, de quebra, escreveu as 262 páginas do maior best-seller da ciência para leigos: Uma Breve História do Tempo. E fez isso sem conseguir mover o corpo. (...) ele também, ocupou a cadeira de Isaac Newton na Universidade de Cambridge até 2009 comunicando-se apenas com um botão.”

E como ele faz tudo isso? Graças à tecnologia que permitir que pessoas, aparentemente, sem oportunidade ou perspectiva nenhuma de contribuir na sociedade, mesmo com limitações podem produzir e realizar feitos simples como: se comunicar, estudar, pesquisar, como bem disse VIEIRA, (2011) “acender luzes, abrir portas e usar TV, DVD e aparelho de som” com    um simplesmente toque, olhar ou falar em um aparelho celular ou computador.
O avanço tecnológico tem contribuído para o desenvolvimento de materiais que mais do que auxiliar, eles muitas vezes são vitais para que muitas pessoas com deficiência consigam viver com dignidade e desenvolvam toda a sua potencialidade.
De acordo, com BERSCH, (2008 apud CORDE – ATA VII) a tecnologia assistiva pode ser conceituada da seguinte maneira:

Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. (CORDE – Comitê de Ajudas Técnicas – ATA VII)

Com esses recursos de inclusão escolar do aluno AEE torna-se real, visto que, a TA instrumentaliza o professor para “apoiar a escola e os profissionais da educação para viabilizar e melhorar sua pratica de profissional.” (MEC, 2006). Assim sendo, o educador tem em mãos instrumentos que permitem o desenvolvimento de estratégias para atingir determinadas habilidades e potencializar outras no educando. Como bem disse BERSCH (2008):

Tecnologia Assistiva – TA é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover vida independente e inclusão. (grifo meu)
Num sentido amplo percebemos que a evolução tecnológica caminha na direção de tornar a vida mais fácil. Sem nos apercebermos utilizamos constantemente ferramentas que foram especialmente desenvolvidas para favorecer e simplificar as atividades do cotidiano, como os talheres, canetas, computadores, controle remoto, automóveis, telefones celulares, relógio, enfim, uma interminável lista de recursos, que já estão assimilados à nossa rotina e, num senso geral, “são instrumentos que facilitam nosso desempenho em funções pretendidas”.

Logo, podemos classifica-las segundo BERSCH (2008) em 11 categorias, sendo elas: Auxílios para a vida diária e vida prática; CAA - Comunicação Aumentativa e Alternativa; Recursos de acessibilidade ao computador; Sistemas de controle de ambiente; Projetos arquitetônicos para acessibilidade; Órteses e próteses; Adequação Postural; Auxílios de mobilidade; Auxílios para cegos ou para pessoas com visão subnormal; Auxílios para pessoas com surdez ou com déficit auditivo e Adaptações em veículos.
Por fim, podemos dizer a TA são fundamentais para o desenvolvimento de situações de ensino que favorecem a aprendizagem.  Porque a aprendizagem se dá, por meio, da relação o estudante estabelece com o objeto. E o que antecede é o que possibilita a evolução dos seus esquemas. Por isso, o educador precisa considerar os conhecimentos que o aluno já construiu para que se tenha mais eficiência na construção de um novo conhecimento/aprendizado.


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